sexta-feira, 19 de março de 2010

Champions

A classe de Eto ò foi determinante
Chelsea-Inter de Milão

Inter com uma vitória de 2-1 no Giuseppe Meazza na 1ª mão chega a Inglaterra como quer ( com possibilidade de gerir a vantagem), mas a 2ª mão joga-se em casa de um dos colossos europeus, o Chelsea é o clube que nos últimos anos mais vezes tem chegado ás meias finais da Champions League.
Mourinho começa em 4-3-3 com Maicon-Lúcio-Samuel-Zanneti na defesa, Cambiasso e Thiago Motta como duplo-pivot, Sneijder como nº10, Eto ò e Pandev como falsos alas e Diego Milito na frente de ataque, o Chelsea alinhou de início quase idêntico ao Inter com Ivanovic-Alex-Terry-Zhirkov, mas em vez de duplo pivot, jogou com Mikel como único pivot e Lampard e Ballack á sua frente, Malouda bem aberto na esquerda,Anelka como falso extremo direito e Drogba como ponta de lança.
A 1ª parte foi bastante intensa com um ritmo elevado e com pouco espaço para jogar(diferente a pressão do inter, mais alta, mais pressão no meio campo adversário sem dar tempo a Lampard e Ballack para pensar o jogo do Chelsea). O Chelsea como é habito e também com a pressão do inter sobre a bola procurou o jogo directo para Drogba segurar, que nesta eliminatória teve um opositor á altura que lhe ganhou o duelo ( Lúcio), foi através de Malouda, que por vezes conseguiu transportar a bola, que o Chelsea chegou até a área do Inter, com Lampard sem tempo nem espaço para levantar a cabeça com Ballack descaído para a direita (deslocado) e sem os movimentos de ruptura( aparecer dentro de área para finalizar) com um lado esquerdo bastante activo e disponível para atacar, mas ao mesmo tempo muito bem tapado(Maicon e Eto ò) e com Ivanovic na lateral direita só para fechar essa ala e Anelka com poucas hipóteses de sucesso no confronto com Zanneti, a única oportunidade de golo surgiu quando Anelka fugiu da zona de Zanneti ( quase a única vez que fez este movimento) surgindo na zona do ponta de lança aos 42 min. Por sua vez o Inter pela vantagem que tinha a sua prioridade foi ocupar bem os espaços,acompanhar sempre os adversários directos(ex:eto-zhirkov,pandev-ivanovic),pressionar os cérebros do Chelsea( grande trabalho de thiago motta e sobretudo cambiasso) muita atenção nas subidas dos seus laterais (quase sempre maicon) e fazer as respectivas compensações (cambiasso tacticamente perfeito), e quando ganhava a bola ou sía rápido no contra-ataque com sneijder a lançar os seus avançados (milito sempre muito perigoso nas desmarcações quase sempre a posicionar-se no limite do fora de jogo) ou então quando partia para o ataque com posse de bola ( como é habito o seu melhor transportador é Maicon) e foi numa destas saídas que Maicon cruzou para Eto ò falhar a única oportunidade de golo do Inter.
2ª parte, Ancelotti tirou Anelka da ala esquerda e juntou-o a Drogba no centro do ataque,causando um pouco mais de dificuldade aos centrais milaneses nos primeiros instantes da 2 parte,mas com esta mudança Ballack se estava deslocado na primeira parte (pouco liberto de movimentos) ainda ficou mais porque passou a ter que ocupar mais a faixa esquerda com e sem bola (essa zona não é o habitat natural das características de Ballack), outra mudança no Chelsea foi a sua defesa que começou a defender mais a frente ( com Ricardo Carvalho no banco, o melhor central que o Chelsea tem para jogar com espaço nas costas e com a visão periférica de sneijder e a intelegência de Milito,Eto ó e Pandev do outro lado, esta mudança podia ter-se tornado catastrófica). Sneijder aproveitando a defesa contrária bastante subida e pensando(visionando os colegas e o espaço onde podiam aparecer) antes de a bola chegar a si fez 4 passes de morte isolando os seus avançados. Ancelotti viu o" deslocamento" de Ballack que estava em sub-rendimento e sustituiu por Joe Cole a ideia era boa, colocar um transportador de bola , desiquilibrador que tanto pode criar desiquilíbrios na ala como na zona central, mas neste momento é um jogador sem ritmo e fora de forma(pelo momento de forma exigia-se Kalou). Kalou que entrou para ala esquerda saíndo zhirkov e passando Malouda para lateral, o Chelsea estava a jogar com praticamente 4 avançados, mas a defesa e o meio campo interista estiveram sempre tacticamente perfeitos e quase sempre superiores nos duelos com os avançados dos Blues. Depois da entrada de Kalou ,Mourinho muda a sua estrutura no meio campo tira Pandev,Eto ò junta-se a Milito e no meio campo formou um quadrado continuando com o duplo pivot e junta Stankovic a Sneijder, mas a fechar as subidas de Malouda. Passado 3 minutos com Eto ò junto ao ultimo defesa do Chelsea, Sneijder com a sua visão periférica vê a desmarcação do camaronês e coloca-lhe a bola no pé,Eto ò recebe com classe, e no segundo toque finaliza com frieza e convicção. Aos 85 min. ao ficar sem Drogba expulso o Chelsea perdia definitivamente as esperanças e os argumentos para dar a volta á eliminatória.

domingo, 14 de março de 2010

Champions League

Real Madrid- Lyon

2ª mão dos oitavos de final da champions league, Ol. de Lyon com
eça a 2ª parte da eliminatória com uma vantagem mínima e apresenta-se no Santiago Barnabéu com o seu quarteto defensivo bastante subido, próximo da linha média composta por 5 elementos com Govou e Delgado nas alas Pyanic e Makoun como médios volantes e Toulalan mais recuado sempre próximo de Káká, deixando Lisandro numa missão de trabalho sacrifício e na esperança que o seu talento resolvesse.
Pelo seu lado o Real como favorito,tendo que procurar o resultado e jogando em casa apareceu pressionante desde o começo e durante quase todo o 1º tempo impôs um ritmo elevado no desafio,com 2 avançados rápidos com e sem bola um mais aberto (Ronaldo) e outro posicionado preferencialmente na zona central (Higuaín) ,mas ambos muito móveis, o Real Madrid criou oportunidades suficientes na 1ª parte para decidir a eliminatória, aproveitando o espaço nas costas da defesa do Lyon . O Lyon tentava acalmar o ritmo preservando a bola com passes curtos mas sem grande resultado pois o a equipa madrilena esteve com grande intensidade com e sem bola.
Na 2ª parte o Real Madrid não conseguiu manter o mesmo ritmo e a pressão sobre o adversário tambem baixou, o Lyon tambem veio diferente fazendo uma dupla substituição colocando Toulalan a central e passando a ter 2 pivots a frente da defesa em vez de 1 e soltando Pyanic apoiando mais de perto Lisandro a equipa francesa conseguiu ter mais qualidade no seu jogo ofensivo criando jogadas perigosas para a baliza merengue. Quando o Lyon obtém a igualdade e coloca-se em vantagem na eliminatória surge a maior das fragilidades do poderoso Real Madrid o seu banco, esta eliminatória evidenciou a escassez de soluções do Real. Com 15 minutos para jogar e com 2 golos obrigatórios para eliminar o Lyon, Pellegrini só tinha Raúl para mexer com o jogo, mas a sua opção ainda afundou mais os merengues retirando Káká do jogo, continuando em campo o quarteto defensivo mais lass, com Guti desgastado e Van der Vaart na construção , o Real perdeu o homem do meio que transporta o jogo com velocidade que aparece nos espaços vazios e que no ultimo terço decide e finaliza bem.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Bruno Alves

A imagem de marca de Bruno Alves



No panorama actual do futebol europeu não existem muitos defesas centrais que reúnam as características e as qualidades de Bruno Alves.
Bruno Alves teve uma grande evolução desde as suas primeiras aparições no F.C. Porto e na selecção de sub 21, onde se já se realçava a imponência física, mas onde também se notava abordagens aos lances fora de tempo e uma agressividade excessiva, erros que na sua posição são irreparáveis. Ao longo destes últimos anos tem vindo a melhorar o "timming" de desarme ou de abordagem em lances divididos e a ter um temperamento mais moderado.
Estas melhorias aliadas ás suas capacidades físicas( força, uma impulsão fora do comum e um tempo de salto excelente) e também á sua eficácia na marcação de livres directos, torna-o não só num central bastante forte quase imbatível no jogo aéreo como simultaneamente numa temível ameaça quando a equipa ataca em situações de livres directos e indirectos, e cantos.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Liedson


Quando contabilizamos os números de Liedson desde que chegou ao Sporting, constatamos que se trata de um grande avançado de um finalízador ou "matador". E quando pensamos nas características de um finalízador ou de um homem que joga dentro da área, visualizamos um jogador forte fisicamente (alto e/ou robusto), ou tecnicísta, ou um avançado extremamente rápido, mas Liedson não tem nenhuma destas características como a sua principal arma. Qual a arma do Levezinho ?
A principal arma de Liedson é a sua mente ou as suas características psicológicas, é a sua esperteza, astucia,a maneira inteligente como aborda um lance dividido, o seu espírito de sacrifício, a sua vontade de ganhar, a sua antecipação.
Todos estes factores levam a que Liedsnon, consiga ganhar uma bola aérea a um jogador bastante mais alto que ele(ganhando uma posição mais favorável antes da bola chegar), quando ganha a posse de bola que parecia perdido e quando de uma posição inesperada consegue espaço para rematar.
Não sendo um fora de série em termos físicos e técnicos para actuar na sua posição, o seu psicológico e a sua mentalidade torna-o num ponta de lança de elite.

Sporting-Benfica ( taça da liga )

Treinadores também "jogam" durante o jogo.




Um derby na meia final da taça da liga,marcado pelo contraste entre as duas equipas.
Um Benfica bastante forte a todos os níveis(técnicos, tácticos,morais etc.), e um Sporting medíocre, com vontade mas sem argumentos.

Jesus descansa praticamente meia equipa (Cardozo,Saviola,Aimar, Maxi, Quim e Coentrão), e inicia o jogo com Ramirez na esquerda e Di Maria na direita por duas razões (habitualmente é ramirez na direita e di maria na esquerda ), porque o lado esquerdo com César Peixoto (Coentrão) e Di maria é mais frágil a defender e do outro lado tinha João Pereira que neste momento é o jogador que cria mais desequilíbrios ofensivos no Sporting, mas acho que a principal razão foi explorar as fragilidades de Grimi, onde Jesus ia tendo resultados quase imediatos.
João Pereira ao ser expulso colocou a equipa em sérias dificuldades, porque ficou sem o seu principal condutor de jogo ofensivo, e também Carvalhal que não estava preparado para aquela situação contra uma equipa como o Benfica não se pode demorar 20 min pra tomar uma decisão (J.P. foi expulso aos 6 min e Pedro silva entrou aos 24),tendo Jesus trocado Di Maria e Ramirez imediatamente após a expulsão.
O 1º golo do Benfica põe a nu uma das maiores fragilidades do Sporting,
bolas paradas defensivas, a diferença de estatura entre as 2 equipas é enorme, sendo o Sporting uma equipa "baixa" o trabalho específico destes lances tem que ser exaustivo.
O 2º golo do benfica nasce de uma falha de marcação de Pongolle a César Peixoto( com 10,penso que pongolle na ala direita foi uma opção errada).
Jorge Jesus tem os lances de bola parada muito bem preparados,tanto ofensivos como defensivos,o Benfica defende com os 11 homens dentro da area nos cantos, ofensivamente possui bastantes jogadores com capacidades para desequilibrar nestas jogadas.
Na 2ª parte o Sporting apareceu mais organizado, melhor preparado para enfrentar o jogo com um jogador a menos, mas sem capacidade colectiva nem individual para dar a volta ao resultado ( grande esforço de Liedson entre os defesas contrários e de Moutinho sempre com grande intensidade com e sem bola).
O Benfica com o jogo controlado e sem algumas das suas individualidades, sobressaiu o talento de Maria imprimindo velocidade na condução de bola tanto pela linha lateral,ou fazendo diagonais partindo da linha lateral.
Carvalhal tentou apenas as mudanças das individualidades para mexer no jogo apostando em Yannick, mas esta opção revelou-se uma vez mais sem qualidade técnica para representar uma equipa "GRANDE".

Este jogo demonstrou a grande diferença de qualidade técnica,táctica e do potencial de cada um dos plantéis, SLB com um investimento fortíssimo nas duas ultimas épocas tem agora uma equipa para lutar por títulos, ao contrário do Sporting que vem há 6 ou 7 anos a esta parte a ver o seu plantel a decrescer de qualidade.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Porto – Sporting ( TAÇA)

TAÇA)
Um jogo grande numa competição a eliminar
Porto joga em casa no dragão, mas sem várias peças importantes tanto a nível técnico como nível psicológico ( helton, bruno Alves, Raul Meireles, rodriguez, hulk, farias ),o que no papel lhe retira não só bastante potencial, como opções técnico-tácticas.
O Sporting joga um joga um jogo duplamente importante a nível anímico da equipa, porque vem de uma derrota que o acordou do sonho que era o título desta época ( com o braga) e porque enfrenta um rival , que é sempre um estímulo uma motivação extra, ou em caso de derrota e na situação em que a equipa está o desespero completo.
Com estas condicionantes o jogo começa com o porto com grande intensidade de jogo, circulação de bola bastante rápida, por sua vez a equipa do Sporting revela grande incapacidade na transição ofensiva, ou pela pressão colectiva q o porto exerceu ou pela falta de largura da equipa ,(os médios interiores do Sporting ou 2 avançados raramente ocupam as zonas junto as laterais para receberem a bola quando a equipa começa a transição ofensiva), ou as próprias características dos jogadores mais avançados do Sporting q têm grande dificuldade em segurar a bola de costas para a baliza contrária, não conseguido assim manter a posse de bola esperarando pelos os apoios que os apoios cheguem.
Leandro Grimi , pela 2 vez este ano a ser explorado pelo porto, na 1ª volta do campeonato jesualdo colocou Hulk em frente a Grimi, e agora pôs Varela ( actualmente o extremo mais forte no 1x1 da liga), e das 2 vezes a aposta foi ganha, Grimi sem argumentos físicos e técnicos para travar avançados explosivos e agressivos.
1º golo do porto vem novamente por em 1º plano um dos pontos fracos da equipa do Sporting q é o jogo aéreo e por consequência cantos e livres laterais. Actualmente Carvalhal defende as bolas paradas com marcação á zona,diferente da marcação hxh de Paulo Bento, penso q a marcação á zona seja mais eficaz, evita bloqueios, os defesas deixam de correr de frente para a sua baliza. Mas existe um factor que nestes lances é fundamental é a altura da equipa e o Sporting é das equipas mais baixas da liga e este factor nestes lances é bastante difícil de contornar.
Porto com Micael e beluschi no meio ganha mais mobilidade, posse de bola e tem sempre ou um ou outro mais próximo de Falcão. Na defesa com laterais rápidos a apoiarem os alas e com os 2 centrais a mandar no jogo aéreo e nos confrontos físicos com os avançados do Sporting, só um remate de longe daria golo (izmailov).
Ao intervalo Carvalhal coloca Matías passando Veloso para trinco o Sporting consegue um pouco mais de posse bola ,mas não em zonas incomodas para o porto, no ultimo terço o Sporting não tem estratégia para entrar , o 1º cruzamento do Sporting nos últimos 20 metros foi perto da hora de jogo ( João pereira).
Porto manteve sempre uma grande intensidade mesmo com a margem do resultado amplamente vantajosa, sempre pressionante com a bola a girar de um flanco para o outro procurando o melhor caminho.
Carvalhal mexeu na equipa mas apenas trocou jogador por jogador, em nenhuma das mudanças mexeu tacticamente com o jogo , manteve sempre a mesma estrutura não causando surpresa ou dificuldades ao porto, porque a única dificuldade que o porto teve foi adaptar-se aos diferentes jogadores q surgiam nas posições. Sporting sem critério na fase defensiva nem na fase ofensiva.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Jogos grandes

Quando existe um jogo grande ou um jogo entre equipas q lutam pelos mesmos objectivos ou o mesmo lugar na tabela , é raro ouvir dizer da parte dos intervinientes ( jogadores, treinadores, dirigentes ) q o jogo é decisivo, seja porque ainda faltam muitos jogos, outras vezes para aliviarem a pressão antes e depois (caso o resultado for negativo),ou então tambem se ouve que o jogo só é decisivo para o adversário (por vezes é verdade). Mas o q se reflecte na tabela é q esses jogos são bastante decisivos, porque um jogo entre dois adversários directos não vale 3 pontos , vale 6 pontos , são 3 pontos q a equipa ganha pela vitória e os 3 q o adversário directo não pontua.
Esta época existem vários exemplos de como estes jogos são fundamentais, de como é totalmente diferente perder um jogo ou perder um ” jogo grande” as derrotas ou as vitórias têm consequências no resto do campeonato.
O Sporting esta época está fora do título porque em 4 jogos com adversários directos, fez 1 ponto ( em 12 possíveis), se nesses 4 jogos o Sporting tivesse feito o pleno, ou seja os 12 pontos possíveis a classificação era a seguinte : Benfica-41, Sporting-38, Braga-36, Porto-33.
O Real Madrid não estava a 5 pontos do Barcelona, estava a liderar o campeonato com 1 ponto de avanço se tivesse ganho em Camp nou.
O Milan não estava a 8 pontos do Inter, se nos 2 jogos em San Siro tivesse ganho teria 47 pontos e o Inter 43.
Estes números dizem-nos q estes jogos são decisivos em vários aspectos, o principal é no fosso q criam na tabela, revelam que , os resultados nos outros ,ou seja , com equipas “pequenas” são bastante idênticos, por vezes pensa-se que uma equipe esteja a fazer um campeonato péssimo, mas nas verifica-se que a diferença resume-se aos jogos grandes.
Outra questão que existe nestes jogos é a pressão, estes jogos além de terem uma pressão maior inerente ao próprio jogo, transportam também mais pressão para o resto do campeonato para a equipa q perde, o que condiciona qualquer equipa.
Estes jogos têm que ser assumidos pelos responsáveis como jogos determinantes , têm q ser preparados, analisados e interiorizados como episódios fulcrais de uma época .